Sinto tanta solidão, uma
solidão não passageira que vem na calada da noite com um sopro bem forte do
vento que passa entre a janela; No começo do dia onde se encontra uma xÃcara de
café quente a te esperar na mesa, ou quando estou em plena atividade diária,
dividindo meu tempo entre salvar meu emprego da aniquilação total e uns tragos
no cigarro. Um sentimento tão ruim, tão sujo que me faz imaginar o inimaginável
- coisas impossÃveis de se acontecer com uma única pessoa, desacreditar no que
eu tenho absoluta certeza de que está pronto para acontecer, entretanto com
aquele leve suspiro de crença que tudo vai se concretizar.
Essa crença é a que me
mantém de pé a cada dia nublado que eu passo nesse habitat de evolução, e levo
em conta, que tudo pode ser só mais uma das mil ideias mirabolantes que eu
penso quando estou distraÃdo, olhando para fora da janela do ônibus, com um sol
estralando entre minha retina frágil que não consegue visualizar nada além do
sentimento para com o próximo, este que me deixa vendado acreditando que o meu
sentimento para com o mundo seja reciproco.
Mas não, essa minha retina
é a que me faz enxergar a realidade, o universo onde existem pessoas
preocupadas além da conta com o meu estado de espirito diário e outros seres
que nem querem saber o que eu fiz de certo ou errado, pois nada mudará em sua
vida ridÃcula e mesquinha. Oque distorce toda a situação é apenas a massa, esta
massa pensante que me faz crer todos os dias que serei apenas eu para sempre.

0 comentários
Obrigada por deixar seu comentário.
Elogios, criticas e sugestões sempre são bem vindos!