Reflexão

A Retina da Alma

11:14Unknown


Sinto tanta solidão, uma solidão não passageira que vem na calada da noite com um sopro bem forte do vento que passa entre a janela; No começo do dia onde se encontra uma xícara de café quente a te esperar na mesa, ou quando estou em plena atividade diária, dividindo meu tempo entre salvar meu emprego da aniquilação total e uns tragos no cigarro. Um sentimento tão ruim, tão sujo que me faz imaginar o inimaginável - coisas impossíveis de se acontecer com uma única pessoa, desacreditar no que eu tenho absoluta certeza de que está pronto para acontecer, entretanto com aquele leve suspiro de crença que tudo vai se concretizar.

Essa crença é a que me mantém de pé a cada dia nublado que eu passo nesse habitat de evolução, e levo em conta, que tudo pode ser só mais uma das mil ideias mirabolantes que eu penso quando estou distraído, olhando para fora da janela do ônibus, com um sol estralando entre minha retina frágil que não consegue visualizar nada além do sentimento para com o próximo, este que me deixa vendado acreditando que o meu sentimento para com o mundo seja reciproco.

Mas não, essa minha retina é a que me faz enxergar a realidade, o universo onde existem pessoas preocupadas além da conta com o meu estado de espirito diário e outros seres que nem querem saber o que eu fiz de certo ou errado, pois nada mudará em sua vida ridícula e mesquinha. Oque distorce toda a situação é apenas a massa, esta massa pensante que me faz crer todos os dias que serei apenas eu para sempre.

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